O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova política que limita a participação em competições femininas apenas a mulheres biológicas. A medida passa a valer a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
A decisão inclui a reintrodução de testes genéticos para definir a elegibilidade das atletas. O critério será baseado na identificação do gene SRY, ligado ao cromossomo Y. O exame poderá ser feito por meio de saliva, swab bucal ou sangue e será realizado apenas uma vez na vida. Caso o resultado seja positivo, a atleta será considerada inelegível permanentemente para a categoria feminina.
Com a nova regra, mulheres transgênero e atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DDS) ficam impedidas de competir em eventos femininos organizados pelo COI, tanto em modalidades individuais quanto coletivas.
A entidade informou que a política não terá efeito retroativo. Assim, resultados e medalhas já conquistados serão mantidos. É o caso da sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800 metros, que possui hiperandrogenismo, condição que eleva naturalmente os níveis de testosterona. Apesar disso, ela não poderá disputar futuras edições sob as novas regras.
O COI afirmou que a medida está alinhada a políticas adotadas recentemente nos Estados Unidos. Em fevereiro de 2025, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que proíbe a participação de atletas trans em esportes femininos e prevê sanções a instituições que descumprirem a norma.
A decisão gerou repercussão internacional e deve intensificar o debate sobre inclusão, critérios biológicos e justiça competitiva no esporte de alto rendimento.




