O Maranhão registra a pior média salarial do Brasil para trabalhadores de aplicativos, de acordo com levantamento do IBGE analisado pela Agência Tatu. No estado, a renda mensal desses profissionais é de apenas R$ 1.440, valor bem abaixo da média nacional (R$ 2.592) e menos da metade do que é pago em São Paulo (R$ 3.242).
Mesmo com jornada média de 37 a 40 horas semanais, os maranhenses recebem menos do que trabalhadores de regiões como Sul e Sudeste, onde a remuneração pode ultrapassar os R$ 3 mil.
A pesquisa também revela um recorte racial e educacional preocupante. Cerca de 75% dos trabalhadores por app no estado são pretos ou pardos, e 41,7% têm apenas ensino médio completo ou superior incompleto, faixa que concentra os piores salários. Quem tem ensino superior completo chega a receber até R$ 3.716.
Além da baixa renda, há falta de direitos trabalhistas e insegurança social. Mais da metade (57%) dos profissionais do setor no Nordeste não contribui com o INSS, ficando sem acesso a aposentadoria, auxílio-doença e outros benefícios.
Com falta de regulamentação e poucas opções no mercado, muitos seguem na atividade mesmo com ganhos que mal cobrem despesas básicas, vivendo em um cenário marcado por precarização e desamparo.




