Hoje tem Samba, bebê! O ritmo que hoje patrimônio cultural do Brasil, nasceu da mistura entre ritmos africanos trazidos por pessoas escravizadas, como o semba e influências europeias, como polca, valsa e mazurca. Na Bahia, o samba de roda foi peça-chave na construção desse estilo que, no fim do século XIX, chegou ao Rio de Janeiro com a migração de negros baianos.

Nos terreiros cariocas, o gênero se desenvolveu mesmo sob repressão e preconceito. Em 1916, ganhou seu primeiro registro fonográfico, “Pelo Telefone”, marco que impulsionou sua projeção nacional. A partir da década de 1920, as primeiras escolas de samba, como a pioneira Deixa Falar, e a força do rádio e dos desfiles de carnaval consolidaram o ritmo como símbolo do país, apesar do estigma racial ainda presente.
O Brasil celebra o Dia Nacional do Samba em 2 de dezembro, data criada para reconhecer sua importância cultural e homenagear artistas e comunidades que preservam essa tradição. Em 2005, o samba de roda foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, reforçando o valor global desse legado brasileiro.




