O número de casos de sarampo nas Américas cresceu de forma acelerada entre 2024 e 2025 e levou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), a emitir um alerta aos países da região. Em 2025, foram registrados 14.891 casos da doença, quase 32 vezes mais que os 446 do ano anterior, com 29 mortes confirmadas.
O avanço continuou em 2026. Apenas em janeiro, dados preliminares apontam 1.031 casos, número quase 45 vezes maior que o registrado no mesmo período de 2025. Até o momento, não há confirmação de óbitos neste ano.
A maioria dos registros está concentrada na América do Norte. Em 2025, México, Canadá e Estados Unidos responderam por cerca de 95% dos casos no continente. Em 2026, esses três países continuam liderando as notificações. Segundo a Opas, a maior parte das pessoas infectadas não tinha histórico de vacinação contra o sarampo.
Apesar do cenário preocupante no continente, o Brasil mantém o status de país livre da doença. Em 2025, foram confirmados 38 casos, a maioria ligada à importação do vírus ou sem histórico vacinal. Em 2026, até agora, não há registros confirmados no país.
Especialistas alertam que o intenso fluxo de pessoas entre países mantém o risco de reintrodução do vírus no Brasil. Por isso, reforçam a importância da vigilância epidemiológica e de altas coberturas vacinais para evitar a transmissão sustentada.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente pelo SUS. A Opas recomenda intensificar ações de vigilância, identificar rapidamente casos suspeitos e ampliar campanhas de imunização para fechar lacunas de proteção na população.




