Uma pesquisa recente, apoiada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), apontou dados alarmantes sobre a discriminação racial vivida por pessoas negras no Brasil. De cada 100 entrevistados, 84 afirmaram ter sido vítimas de preconceito racial em diversas situações cotidianas.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), destacam que as mulheres negras e pardas são as mais impactadas por atitudes discriminatórias. Mais da metade dos participantes (51,2%) relatou ser tratada com menos gentileza, e 57% disseram receber um atendimento inferior, especialmente em locais como lojas e restaurantes.
Outro dado preocupante é que 21,3% das pessoas negras afirmaram ser seguidas em lojas, evidenciando o estigma e a desconfiança que recaem sobre essa população. Esses números reforçam a urgência de políticas públicas eficazes para combater o racismo e garantir igualdade no acesso a serviços essenciais.
A pesquisa foi realizada pela Vital Strategies Brasil e Umane, com apoio da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Instituto Devive. O estudo foca especialmente nas mulheres negras e busca promover mudanças fundamentais para melhorar as condições de vida e o tratamento dessa população no Brasil.
Conexão 98 com informações da Agência Brasil




