Desemprego cresce e informalidade atinge nível recorde no Maranhão no início de 2025, aponta IBGE

Desemprego cresce e informalidade atinge nível recorde no Maranhão no início de 2025, aponta IBGE

A taxa de desemprego no estado subiu para 8,1% no primeiro trimestre, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao fim de 2024

O Maranhão iniciou 2025 com um agravamento no cenário do mercado de trabalho. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo IBGE, a taxa de desemprego no estado subiu para 8,1% no primeiro trimestre, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao fim de 2024, quando estava em 6,9%.

O estado acompanha a tendência de alta registrada em outras 11 unidades da federação. A média nacional também subiu, alcançando 7%, embora esse índice ainda represente a menor taxa para um primeiro trimestre desde 2012.

Mais preocupante do que o aumento da desocupação é a precarização das relações de trabalho. O Maranhão agora lidera o ranking de informalidade no Brasil: 58,4% da população ocupada atua sem carteira assinada ou em atividades informais — taxa bem superior à média nacional de 38%. Em 2024, o posto era ocupado pelo Pará, com 58,1%.

A taxa de desalento no estado também chama atenção: 10,3% da população em idade ativa desistiu de procurar emprego, número mais de três vezes maior que a média nacional (2,9%).

Apenas 51,8% dos trabalhadores do setor privado maranhense têm carteira assinada — o menor índice do país — enquanto 32,7% da população trabalha por conta própria, a segunda maior taxa nacional, atrás apenas de Rondônia (35,6%).

Desigualdades e subutilização da força de trabalho

A pesquisa do IBGE ainda revela desigualdades de gênero, raça e escolaridade. Nacionalmente, o desemprego entre mulheres (8,7%) é maior do que entre homens (5,7%). Pretos (8,4%) e pardos (8,0%) enfrentam maiores dificuldades que brancos (5,6%). A escolaridade também pesa: pessoas com ensino médio incompleto têm taxa de desemprego de 11,4%, enquanto entre quem tem ensino superior completo, a taxa cai para 3,9%.

O Maranhão ocupa a 6ª posição entre os estados com maior subutilização da força de trabalho, com 26% da população economicamente ativa nessa situação — número que inclui desempregados, subocupados por insuficiência de horas e desalentados.

Conexão 98 com Informações do IBGE

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