Segundo a polícia, a suspeita oferecia um suposto benefício para emitir cerca de dez passagens nacionais e internacionais ao longo de um ano. Os pacotes custavam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil, pagos antecipadamente. Os bilhetes, porém, nunca eram emitidos.
Quando as vítimas chegavam ao aeroporto e não conseguiam embarcar, ela alegava overbooking ou falhas no sistema das companhias. De acordo com o delegado Victor Machado, a mulher usava o fato de já ter trabalhado em uma companhia aérea para ganhar a confiança dos clientes.
A polícia identificou inicialmente 11 vítimas, mas novos relatos elevaram o número para pelo menos 30. Entre os enganados estão conhecidos e membros da mesma igreja da suspeita, além de idosos, crianças e gestantes. Parte dos pagamentos ia para contas de terceiros, que também teriam sido enganados.
A suspeita já havia sido condenada por estelionato em 2012. A Justiça decretou a prisão preventiva por considerar o monitoramento eletrônico insuficiente para impedir novos crimes. A polícia investiga a participação de outra pessoa. A defesa não foi localizada.
A Polícia Civil orienta que as vítimas registrem ocorrência na Delegacia de Defraudações. Antes de pagar por ofertas muito diferentes das praticadas no mercado, a recomendação é confirmar direto com a companhia aérea.




