O Brasil tem 5,8 milhões de adolescentes entre 16 e 17 anos aptos a votar, mas apenas 1,8 milhão havia feito o cadastro eleitoral até fevereiro de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número revela que somente dois em cada dez jovens elegíveis estão registrados para participar das eleições marcadas para outubro.
Norte e Nordeste lideram, capitais ficam para trás
Os estados com maior proporção de adolescentes cadastrados são Rondônia (40,4%), Tocantins (39,2%) e Piauí (36,7%). No outro extremo, Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro registram os menores percentuais de jovens alistados.
Unicef e TSE se unem para reverter o cenário
Diante dos números, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou uma campanha em parceria com o TSE para incentivar adolescentes de 16 e 17 anos a tirarem o título de eleitor. A iniciativa será divulgada ao longo de abril nas redes sociais e nos meios de comunicação.
O Unicef também vai promover uma gincana digital que premiará grupos de adolescentes que conseguirem mobilizar mais jovens a se cadastrarem em suas regiões. A competição contará com a participação dos Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs), presentes em mais de 2.300 municípios brasileiros.
Quem pode se alistar e qual é o prazo
Jovens com 15 anos que completarem 16 até o dia 4 de outubro — data do primeiro turno — também podem solicitar o título. O voto nessa faixa etária é facultativo, assim como para pessoas analfabetas e maiores de 70 anos. O alistamento torna-se obrigatório apenas a partir dos 18 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar.
O prazo para tirar ou regularizar o título de eleitor encerra em 6 de maio.
Com informações da Agência Brasil



