O Maranhão registrou uma das maiores taxas de desemprego do Brasil em 2025, mesmo com o país fechando o ano com a menor taxa histórica da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (20), a taxa de desocupação no estado ficou em 6,8%, acima da média nacional de 5,6% registrada para o conjunto do país.
O resultado reforça as desigualdades regionais no mercado de trabalho brasileiro: enquanto 19 unidades da federação e o Distrito Federal bateram recordes de desemprego baixo, o Maranhão figura entre os estados com maiores índices de desocupação.
Informalidade é um dos maiores do Brasil
O levantamento também mostra que o Maranhão tem uma das maiores taxas de informalidade no país, atingindo 58,7% da população ocupada. Isso significa que mais da metade dos trabalhadores maranhenses não conta com direitos trabalhistas como 13º salário, férias remuneradas, seguro-desemprego ou cobertura previdenciária, condição mais grave no contexto nacional.
Entre os estados com maior informalidade estão também Pará (58,5%), Bahia (52,8%) e Piauí (52,6%), em um cenário que evidencia desafios persistentes nas regiões Norte e Nordeste.
Renda média no estado está abaixo da média do país
O rendimento médio mensal do trabalhador maranhense ficou em R$ 2.228 em 2025, bem abaixo da média nacional de R$ 3.560. O valor coloca o Maranhão entre os estados com menores salários médios, à frente apenas de algumas unidades federativas com perfis socioeconômicos semelhantes.
Apesar de o Brasil registrar em 2025 o menor desemprego da série histórica, o cenário do mercado de trabalho no Maranhão ainda mostra desafios significativos, com altos índices de desemprego, informalidade e renda média inferior ao restante do país.
Conexão 98 com informações da Agência Brasil




