O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso de anestesias em procedimentos de tatuagem, conforme a Resolução CFM 2.436/2025, publicada nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial da União. A medida determina que médicos não podem aplicar sedação, anestesia geral ou bloqueios anestésicos periféricos para tatuagens, independentemente do local ou tamanho.
A única exceção prevista é para tatuagens de reconstrução com indicação médica, como a pigmentação da auréola da mama após cirurgias oncológicas.
O presidente do CFM, José Hiran Gallo, explicou que a prática da anestesia em tatuagens levanta preocupações, pois não há evidências claras sobre a segurança para os pacientes e para a saúde pública. Além disso, tatuagens de grande extensão que exigiriam anestesia podem aumentar a absorção de pigmentos e metais pesados presentes na tinta, como cádmio, níquel, chumbo e cromo, que têm potencial tóxico e podem causar reações inflamatórias, alergias e até riscos carcinogênicos.
A proibição visa garantir maior segurança e proteção à saúde dos indivíduos que realizam tatuagens.




