O Maranhão está entre os estados em situação mais preocupante do país para casos graves de síndromes gripais. O alerta é do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta 18 estados e o Distrito Federal em situação de alerta, risco ou alto risco, com 13 desses locais com tendência de piora nas próximas semanas. Além do Maranhão, Mato Grosso também aparece em situação crítica no levantamento.
Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco, atualmente no patamar de risco, também devem entrar em um cenário mais grave em breve.
Panorama nacional
Apesar do cenário de alerta, a tendência geral no Brasil é de estabilidade no longo prazo. Pesquisadores já observam interrupção no crescimento e até queda nos casos em algumas regiões, principalmente os causados pela influenza A e pelo rinovírus, que juntos respondem por mais de 70% dos diagnósticos virais positivos nas últimas semanas.
No total, já foram registrados 31.768 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil em 2026, com cerca de 13 mil com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. O país também contabiliza 1.621 mortes pela doença, sendo a covid-19 responsável por 33,5% dos óbitos, seguida pela influenza A (32,9%) e pelo rinovírus (22,7%).
O que é a SRAG
A Síndrome Respiratória Aguda Grave ocorre quando sintomas gripais como febre, coriza e tosse evoluem para dificuldade respiratória, exigindo hospitalização. O gatilho costuma ser uma infecção viral, mas nem sempre o agente causador é identificado por exames.
Vacina é a principal proteção
Três das principais infecções causadoras de SRAG podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no SUS: influenza A, influenza B e covid-19. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está em vigor em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça que a vacinação é a principal forma de evitar casos graves e mortes, especialmente para grupos de risco e profissionais de saúde.
Além da vacina, a orientação é que pessoas com sintomas de gripe permaneçam em casa. “Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destacou a pesquisadora.



