O Carnaval 2026 no Maranhão já começou a movimentar ruas e circuitos oficiais, e uma tendência tem chamado atenção nos looks dos foliões: o crochê. Bandanas, boinas, tops, biquínis, bolsas e acessórios artesanais se consolidam como aposta de moda nos circuitos Vem Pro Mar, na Avenida Litorânea, e Vem Pro Centro, no Centro Histórico de São Luís.
Leve, colorido e versátil, o crochê une conforto, estilo e identidade cultural, além de valorizar o feito à mão em meio à produção em larga escala. A técnica, de origem europeia, ganhou força na moda contemporânea e hoje ocupa espaço nas passarelas, nas redes sociais e em grandes produções, sendo incorporada também ao Carnaval maranhense com referências locais.

Segundo a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, a folia também funciona como vitrine para o artesanato do estado. Ela destaca que, ao escolher peças artesanais, turistas e moradores contribuem diretamente para a geração de renda de artesãs e artesãos maranhenses, fortalecendo a economia criativa.
Ceprama reúne peças para a folia em São Luís
O Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), vinculado à Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA), é um dos principais pontos de venda de peças em crochê para o Carnaval 2026. Localizado na Rua São Pantaleão, no bairro Madre Deus, em São Luís, o espaço passou por melhorias estruturais recentes para oferecer mais conforto e organização aos visitantes.
No local, artesãs como Iracy Câmara, Raquel Matos, Ana Lúcia Cunha e Assunção de Maria apresentam criações que dialogam com a cultura maranhense e as tendências atuais. Há peças com temática reggae, ritmo símbolo do estado, além de roupas, acessórios e itens versáteis que podem ser usados tanto na folia quanto no dia a dia.

As produções atendem diferentes públicos e ocasiões, com coleções que vão além do período carnavalesco, acompanhando eventos e datas comemorativas ao longo do ano.
Crochê gera renda e promove inclusão social
O fortalecimento do crochê no Carnaval do Maranhão também se reflete nas comunidades. Um exemplo é a artesã Georgina Lima, de 71 anos, moradora do bairro Fé em Deus, em São Luís. Mesmo fora do Ceprama, ela representa o impacto social do artesanato, transformando a atividade em fonte de renda e autonomia familiar.
Histórias como a dela mostram que o crochê vai além da moda e da lembrança turística: é instrumento de inclusão, valorização do saber tradicional e geração de renda.
Neste Carnaval 2026, vestir crochê é mais do que seguir tendência, é apoiar o artesanato maranhense e fortalecer a cultura local enquanto a folia toma conta das ruas.
fotos: Geíza Batistta
Conexão 98 com informações da SETUR-MA




